Sempre acontece alguma coisa…

Hoje eu a revi. Linda, brilhante, pulsante. Não a via tão bela assim há tanto tempo.

Minha relação duas vezes por semana, rapidinhas, limitando-se a um passeio pela USP ou uma ida a Pinheiros não me basta.

Eu preciso dela mais que isso. Eu preciso vê-la, como a vi hoje, vibrante na Augusta, bagunçada no Tietê, silenciosa no ônibus pelo centro à noite. Olhando os viadutos, as pontes, os prédios. Ela estava embaraçada, queria logo seu feriado. Muitos de seus ficaram, procurando vida na quinta-sexta-feira. E encontraram. Uma busca involuntária pelo coletivo, pelo sangue que corre nas veias dela.

Eu quero comprar flores a ela nos cemitérios, quero apanhar um pedaço de pizza antes de comprar-lhe um presente, quero visitar aquele shopping que já fui tantas vezes.

Subi a São João. Vi o Centro. Vi-o, como se alguma coisa ainda não tivesse acontecido você sabe onde, quando cruzei o cruzamento famoso. Vi o Rio Pinheiros. Vi a linha de prédios da marginal, como se não a visse há anos. Como se tivesse feito uma longa viagem ao exterior e só ficasse sabendo de notícias sem as sensações que o corpo-presente causa.

Nem a vi por muito tempo. Quero ela de volta pra mim.

 

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