Hoje

Eu acordei bem cedo e fui pro IME, tinha prova. Durou horas e eu saí bem cansado. Fui pra casa antes de ir na primeira sessão de terapia. Esperei o circular 2 no ponto da FAU, o sol já tava quente e eu tava com sono. Dormi no circular! (uma viagem de 6 minutos). Decidi subir a rua da padaria, não a outra. Acabei entrando na padaria, almocei, muitas carnes, nenhuma salada. Picanha, alcatra, peixe e frango. Comprei cinco carolinas de sobremesa, mas só comi duas. Subi pra casa, estava atrasadíssimo! Aquela subida é de matar… Mas eu precisava passar em casa antes de ir na terapia, o endereço ainda estava marcado na parede (por mais que eu tenha cogitado em anotá-lo num papelzinho): eu sabia a rua, mas não o número. Já eram 13h, a terapia começava às 14h. Tomei um banho muito rápido, e li meu email. Saí em busca de moedinhas no meu quarto pra passagem, já que o bilhete único tava descarregado (o bilhete único não é nem meu, é da Bárbara). Deixei tudo meio aberto e bagunçado, já tava muito atrasado. Quando cheguei no ponto da Corifeu, já eram 13h25, eu nunca ia chegar a tempo. E o ônibus que eu queria pegar não passava! No segundo Anhangabaú (que sobe a Rebouças, e não a Teodoro, que eu precisava ir) decidi subir no ônibus. Afinal, seriam uns 10min de caminhada equivalentes à espera do outro ônibus. Eu dormi no ônibus? Não lembro. Acho que sim. Desci no ponto da Oscar Freire na Rebouças, tinha que passar por duas paralelas da Rebouças (Artur Azevedo e Teodoro Sampaio) e duas paralelas pra baixo da Oscar Freire (Capote Valente e Alves Guimarães). Foi uma caminhadinha, o problema é que era subida de novo. Cheguei alguns minutinhos atrasados na terapia, mas o psicólogo foi bem gentil. Consegui ficar à vontade com ele, acho. Eu falei bastante, e no fim eu tava meio tenso; sempre acontece isso quando eu falo demais de mim (fratura exposta). A ruazinha sem saída da clínica é adorável, entre a Cardeal e a Teodoro. Pra sair dela e ir pra Cardeal tem uma escadaria grande, de degraus estreitinhos e muito ruins de descer. Nessa escadaria tem várias casinhas, antigas, humildes, mas com seus charmes. Eu tinha passado por lá ontem, só pra saber como era a rua. Liguei pro Bode mas ele não me atendeu. Saí do terapeuta e fui pra Saúde Pública, e fiquei um bom tempo lá. Entreguei as carolinas que não tinha comido pra Vivi, meio que me desculpando por não ter mexido muito no banco por causa da prova. O Bode me ligou e eu não tinha sinal, então só veio o aviso depois. Quando deu umas 18h mais ou menos eu decidi ir pra casa do Bernard de surpresa. Eu não tinha o endereço, nem sabia a rua. O Thiago me ajudou, ele sabia a rua, mais ou menos qual era a casa, mas não tinha certeza, nem sabia o número. Ele olhou no Google Street View pra mostrar a rua. A Marcela deu um palpite acertado, mas até o momento era só um palpite. Arrumei as coisas e fui andando até lá. Passei pelo cemitério, nunca tinha olhado direito pros detalhes dele. Tem um lugar esquisito que parece um altar, mas tá vazio. Tenho certeza de que gera muita especulação sobre a funcionalidade daquilo. Acabei me imaginando numa restauração dos detalhes do muro. Tem uma construção no cemitério, e tinha um moço falando no celular, e eu não entendi o que era aquilo. Acho que é a administração do cemitério. Desci, vi o estádio do Pacaembu, e entrei na rua do Bernard. De novo, quando vi uma casa em reforma, acabei me imaginando como um corretor tentando explicar que “o barulho do estádio nem é tão ruim assim, a gente se acostuma” pra possíveis compradores de uma casa na região. As casas lá são imensas e ostentosas. Tem uma casa com um portão de carros tão grande que não sei porque. O Thiago tinha me dado uma excelente ideia de ligar pro Bernard perguntando qual era a casa dele avisando que eu já tava na rua, assim ele não me deixaria ao léu. Na Saúde eu tinha colocado crédito pra  poder ligar pras pessoas. Avisei a minha mãe que chegaria tarde pois não conseguiria chegar na USP a tempo de pegar o ônibus das 18h25. O Bode tinha me ligado novamente, mas não consegui ouvir o que ele falava. Legal, cheguei na rua do Bernard e liguei pra ele. Acabou a bateria do celular! Fiquei desesperado, não sabia o que fazer. Vi umas pessoas, mas passei por eles. Andei mais um pouco, e vi um guarda da rua. Perguntei se o celular dele era Oi, e ia perguntar se ele me emprestava pra eu poder fazer uma ligação com o meu chip. Acabou que ele não tinha celular Oi, mas eu expliquei a situação. Ele me perguntou qual era o nome da pessoa que eu tava procurando e eu disse: Bernard Berkovitz, mas acho que ele não entendeu. Aí eu falei mais, que o pai do Bernard era médico e ele lançou uma pergunta crucial: Quantos irmãos eram? Eu disse: “três!” e ele me deu o número da casa. Pareceu uma espécie de senha! Encontrei a casa do Bernard, e toquei. Muitos cachorros latiram. O irmão dele veio atender, e eu achei que já era o próprio Bernard. Aí ele foi chamá-lo, e o Bernard foi um excelente anfitrião. Era pra ser uma visitinha rápida, mas ele ofereceu um doce de chocolate, uma limonada. Eu vi o jantar do fim de semana pronto. A casa dele é imensa e luxuosa. Eu disse que ia embora, e ele me insistiu em dar carona até próximo da Consolação. Tanto que aceitei. Fiquei meio triste quando ele não me convidou pra ir nos restaurantes que ele dizia serem ótimos, só o Bode seria convidado; protestei. Ele me deixou na esquina de baixo do cemitério da Consolação, e eu iria pegar o ônibus por lá. Agradeci muito e fui embora. No caminho pra Consolação, fiquei meio encanado em ir pra USP, já que, apesar de ter o Thiago e a Marcela lá, eu ia ficar meio entediado… Peguei e desci pra Augusta, cruzei a Bela Cintra (rua cuja existência sempre esqueço) e naquela altura ela é bonita (acho que ela inteira é bonita). Andei pela Augusta um tempão e decidi que ia encontrar alguém por lá. Caminhei pela região, pela Peixoto Gomide, pela Frei Caneca… Eu ainda tinha que voltar em casa, arrumar minha mala e ir pra USP. E quando deu um pouco antes de 21h eu voltei pra Consolação. O ponto mais perto era o da Paulista! (e lá ia eu andar mais um pouquinho). Cheguei no ponto já umas 21h10 e esperei o Jd Bonfiglioli. Perguntei as horas pra uma moça, já que meu celular tinha morrido, e quando ela me respondeu, percebi que a conhecia de algum lugar. Era lá do ponto mesmo. Uma vez eu tava lá e um mendigo chegou me dizendo que queria ir pra Estação da Luz. Eu disse que não sabia qual ônibus pegar, mas que definitivamente era no ponto sentido Centro, e não no que a gente tava. Ele não entendeu, e ficou bravo porque eu não sabia qual ônibus pegar. A moça acompanhou a história, e no fim ela me confirmou que também não sabia qual ônibus ia, mas que no mínimo seria no outro ponto. Imaginei uma historinha de amor de filme romântico que começa num tropeço simples como esse de reencontrar alguém no ponto. Pus meus pés no chão, e pensei em desistir de pegar o Jd Bonfiglioli, pois passaram dois Anhangabaús, e essa linha chega mais rapidamente em casa. O problema é que ele para na Corifeu, e lá teria eu que subir mais uma ladeira no mesmo dia. Chegou o Anhangabaú, e se o primeiro número que eu olhasse fosse par, eu entraria nele. Acho que foi um 18 e eu entrei no ônibus. Nele eu cochilei um pouco, e cheguei logo perto de casa. Mais uma subida malvada, chego suando em bicas e arrumo a mala e preparo um lanchinho pra viagem. Já eram 22h15 quando eu saí de casa pra ir pra USP. Liguei pro Thiago pra saber se ele tava no IME. O circular tava vaziiiio e eu cheguei no IME logo. Quando desci, o Diego tava no ponto esperando pra subir e só falei um oi rápido. Encontrei o Thiago e a Marcela na rede IME, entreguei os dvds de It’s Always Sunny in Philadelphia, e contei do meu dia. O Thiago contou que eles foram no McDonald’s. A conversa foi rápida, tanto eu quanto a Marcela tínhamos horários de ônibus/van. Me despedi dos dois, fui pro ponto e encontrei o Rafael Soares com uma amiga. Eu não via ele pessoalmente fazia um tempão!, e a gente conversou sobre a Saúde Pública (a moça amiga dele estuda lá, também entrou no papo). Chegou o Santa Cruz, eu entrei, sentei e apaguei.  Acordei só em Valinhos na baldeação. De novo, entrei no outro ônibus, sentei e apaguei. Acordei só perto de casa. Quando cheguei, vi meu quarto cheio de panfletos e adesivos e banners políticos da Dilma! Comi um sanduíche de peito de peru, tomei coca-cola e fiquei frustradíssimo quando vi que as luas-de-mel não eram de creme, e sim de doce-de-leite. Liguei a TV em horários diferentes, não tava passando nada, encontrei o Thiago na internet, conversamos rápido pois amanhã ele tem aula de Astronomia, e eu disse que sairia logo. Não saí e tuitei a horapi. Agora to aqui escrevendo e pensando em dormir… Hoje foi um dia longuíssimo!

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