Rodeando, rodeado

Entrando na sala branca, de paredes brancas e chão disforme, o cinza sujando parte do branco. Um elefante cinza entediado se levanta e o bramido ecoa na sala. Quer saber onde está. Passam por ele, olham pra ele, e ele não os vê. Eles não estão visíveis, nem sequer são visíveis. Mas o elefante sabe que estão ali, sente que estão ali. Rodeiam-no, dançam em volta da criatura; surgem fumaças repentinas, rosa e vermelhas, furta-cor. O elefante se desfaz em pedacinhos rosas, que se separam com repulsa um dos outros, imprimem-se nas paredes. O elefante agora é do que as paredes estão salpicadas de rosa.

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