Papo reto

Papo é outra coisa.  Passar o dia conversando é ótimo. Papo consigo mesmo, com o outro eu, com outro amigo, com mais outros amigos, papo antes de dormir. Essa coisa de linguagem é fascinante. Chegou à minha mente a seguinte ideia: pensamos em que língua? O pensamento verbalizado, de fato, precisa de uma língua. Mas será que não existe um milissegundo anterior, o segundo em que o pensamento se firma na nossa mente, antes de verbalizá-lo? Oras, se lembramos de um cheiro de café não precisamos verbalizar. Se lembramos de uma dor (tarefa hercúlea) nãoé completamente necessário verbalizá-la. Logo, existe algum meio, alguma situação, algum momento, em que a nossa mente apenas reúne experiências e as imagina novamente, imagina-nos sentindo. E dessa forma, o pensamento não precisa ser verbal. Linguagem é necessariamente social, de relacionar-se com algo externo. O pensamento é interno. A menos que estejamos falando consigo mesmo, não há necessidade de verbalização. Sabemos o que sentimos, sem precisar dizer. E minha maior dificuldade é conseguir expressar esse sentimento, externalizá-lo do meu ser pra que em outro seja compreendido (nem que esse outro seja a volta pra mim mesmo). Objetivo final do artista.

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Um pensamento sobre “Papo reto

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